28 de jan. de 2010

Do começo

Considera-se Graffiti - grafite em português - tudo que esteja relacionado a inscrições, desenhos e pinturas feitas sobre suporte público, geralmente muros ou paredes e, acreditasse que este movimento tenha surgido na Grécia, durante o Império Romano.

A palavra vem do italiano 'graffiato' que, ao pé da letra, seria traduzido por 'aranhado' mas, porque isso? Porque antigamente, os graffittis eram feitos por meio de objetos pontiagudos, giz ou carvão, os quais eram usados para 'aranhar' a superfície.

Os primeiros graffitis registrados por historiadores, foram encontrados nas paredes dos túmulos das Catacumbas de Roma ou, em Pompéia.


   
Graffiti político em Pompéia                                          Alexamanos Graffiti            


Outros estudiosos, apesar de divergências, acreditam que as primeiras formas datam de 30.000 A.C, como pinturas rupestres e pictogramas encontrados em locais de cultos, dentro de cavernas.

Já o 'estilo moderno' do Graffiti, acredita-se que nasceu na antiga cidade grega de Éfeso - hoje Turquia. Lá, encontraram numa passagem de pedra, um coração, uma pegada e um número, o que acreditam que tenha sido o anúncio de bordel da região.

Muitos acham que, em relação a conteúdo e conotação, os graffitis do mundo clássico são bem diferentes à maioria dos nossos, porém, eu discordo. Muitos dos achados após a explosão do Vesúvio eram declarações de amor, magias, retóricas políticas, pensamentos simples e citações famosas. Acredito que nossa única diferença seja a qualidade da pintura, do material e claro, das magias - estamos bem mais evoluídos nesses três quesitos.


                                                                 Graffiti de 1605                                                              Graffiti de um ancião                        
     

Mas, se você está achando que eram só os romanos que pintavam o sete, está muitíssimo(a) enganado(a). Os maias, os vikings e os escandinavos, por exemplo, também foram pessoinhas ligadas a este tipo de arte pública.

Dando um pulo no tempo, chegamos a Renascença, onde artistas como Rafael, Pinturicchio e Lippi deixaram seus nomes gravados nas paredes da Domus de Nero.

Num outro pulo, chegamos aos soldados franceses da era Napoleônica, no Egito de 1790.

Daí para adiante, o graffitti vai se tornando popular, principalmente entre a classe média baixa, e se transformando numa forma de expressão pública artística.

(continuará... aqui)

27 de jan. de 2010

Notícias - Viva la revolución!

Lembra quando tua mãe (pode não ser seu caso, claro) entrava em estado de alerta quando você pegava uma canetinha e corria louco(a) pela casa ameaçando riscar as paredes da casa?!

Pois bem, tais problemas se acabaram!

O que era para ser uma tesis, virou um projeto-conceito e agora é mais um jogo do Nintendo Wii: o WiiSpray. Tudo graças ao Martin Lihs, estudante da Univerdidade de Weimar (Bauhaus)

O WiiSpray foi totalmente inspirado na arte da grafitagem durante um intercambio que o Lihs estava fazendo em Lisboa, Portugal.

"Será que é possível criar uma ferramente que permita com que uma ou mais pessoa possam intereagir desta forma, indepentemente de tempo e espaço?" foi uma das primeiras perguntas que surgiram em sua cabeça, diz Lihs.

E sim, ele conseguiu responder a estas e a todas as outras: grafitar virtualmente é sim possível, basta apenas uma latinha (o WiiMote neste caso), um stencil (provido pelo jogo ou incorporado a ele) e muita criatividade solta.

Agora, a novidade mor do brinquedinho está aqui: não é necessário ter um Wii em casa para fazer uso dele pois ele funciona basicamente com a interface do Adobe Flash - WiiFlash server como especifica o Lihs.

Amo la revolución tecnológica e a convergências das mídias!

Quer saber mais
Olha aqui:



25 de jan. de 2010

Notícias - Como assim Bial?!

De acordo com a Veja, uma mulher simplesmente caiu sobre um quadro de Picasso.
Dá  só uma espiada na matéria:

"Um quadro do pintor espanhol Pablo Picasso ficou danificado depois que uma mulher que visitava o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, perdeu o equilíbrio e caiu sobre a obra. O episódio aconteceu durante uma aula de arte na tarde da última sexta-feira, deixando um rasgo de cerca de 15 centímetros de comprimento no canto inferior direito da tela O Ator.
Pintado durante o inverno de 1904-1905, o quadro marca a transição de Picasso da chamada "fase azul" para a "fase rosa". "Felizmente, o estrago não ocorreu no ponto focal da composição, e a equipe de curadoria e conservação acreditam que o conserto - que será feito nas próximas semanas - será discreto", disse o museu em comunicado divulgado no domingo.
 


 De acordo com o Met, a pintura foi imediatamente encaminhada para restauração. Não foram dados maiores detalhes sobre a identidade da mulher que derrubou o quadro e nem sobre o motivo do acidente. Tampouco foi divulgada a imagem do rasgo provocado na pintura.
O Ator, que mede 1,80m x 1,20m, deverá ficar pronto a tempo de integrar uma exposição sobre Picasso que começa dia 27 de abril no museu nova-iorquino"

Neste caso aqui, a coisa tá mais Tela e Pessoa do que Papel e Tessoura né? hehe...

bjos!

Deixa me explicar

Que eu infartei ao saber do livro já não é novidade para ninguém né?!
Porém, deixa explicar:

Há séculos não passava pela Cosac para conferir os lançamentos e, o que era para ser uma simples visita acabou se transformando em incessáveis pulinhos de alegria!

A biblia do Meggs, papa do Design, traduzida para o português, revisada e atualizada pelo Purvi? Não?!

O Meggs, ou melhor, Philip Meggs, era professor/pesquisador de Design Gráfico do Departamento de Artes e Desing da Univ. de Vírginia (U.S.A) e autor desta tão mundialmente aclamada obra. No livro, ele aborda desde as pinturas rupestres de Lascaux, realizadas há mais de 10 mil anos, até o Design Gráfico que conhecemos hoje. Ou seja, ele  aborda TUDO: toda a invenção, a inovação, a revolução e reinvenção do Desing se encontra aqui, nesta biblia magnífica.

A obra é enorme - são mais de 700 páginas distribuídas em 2kg - e meu caso de amor não fica por menos.



A capa podia ser feinha na época mas amava ele de todo jeito! 


Para quem me acompanhou durante a fase da monografia sabe que sofrí uma paixão arrebatadora com o livro; com UM único exemplar na faculdade e sem chance alguma de levá-lo para casa, eu só tinha uma saída: ficar horas e horas sentada na biblioteca, lendo e traduzindo os trechos mais importantes para minha pesquisa - sim, o livro era em inglês e não tinha nem idéia de quando sairia uma versão traduzida, até agora claro.

Após longos meses de romance na biblioteca, tinha chegado a hora da partida. Fiquei acabada e me prometí comprar um assim que fosse possível mas, já sabem né? Até agora nada.

Não vou mentir, a Cosac bem que salgou o preço mas, só o fato de saber que já está em português e disponível nas melhores livrarias e no próprio site da Cosac, já alegrou meu dia!

A Cosac tem um linha editorial de Design bastante supimpa e se fosse por mim, já teria a coleção toda! Ou melhor, estaria lá, trabalhando dando mais pulinhos de alegria dos que já dei hoje!

Num outro post falo mais sobre a Cosac, o Meggs e o Purvis, que merecem.

bjos!